# Radiodifusão
23 de junho de 2015 por Nayana Amadeu

Paulo Machado de Carvalho Neto fala sobre o futuro à frente da Aesp

O novo presidente substituirá Rodrigo Neves, que presidiu a Associação por dois mandatos.

A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão de São Paulo (AESP) terá, a partir do dia 30 de junho, um novo presidente. Paulo Machado de Carvalho Neto, o Paulito, foi eleito no dia 14 de maio e substituirá Rodrigo Neves, que presidiu a Associação por dois mandatos.

O novo presidente garante dar continuidade aos trabalhos já realizados pela Aesp; entre eles, a defesa e o apoio aos radiodifusores nas atividades que se referem à flexibilização do horário de transmissão do programa “A Voz do Brasil”.

“O horário das 19h é de extrema importância para os ouvintes e serve como uma prestação de serviço da radiodifusão às cidades, por isso lutamos e continuaremos defendendo a flexibilização do programa “A Voz do Brasil”, que é a principal reivindicação dos radiodifusores atualmente”, diz.

Atualmente, também, é bastante aguardado pelos radiodifusores, os valores de migração da faixa AM para a faixa FM que, segundo Paulito, está sendo estudado pelo Tribunal de Contas da União.

“Todos estão no aguardo desses valores, porém, é preciso chegar a um valor que dê condições às emissoras de realizarem a migração, pois, por mais benefícios que a migração traga às emissoras que operam em AM, um valor muito alto inviabiliza a operação. Por isso, o Ministério das Comunicações enviou ao Tribunal uma maneira de calcular esse valor e aguarda aprovação”, explica. 

O novo presidente da Aesp garante que a migração é um passo extremamente importante para o rádio AM. “Em uma geração que o rádio deixou de ser de uso exclusivo de receptores e passou a ser usado em outros aplicativos, como celulares, a migração dará igualdade técnica às emissoras, que terão resultados altamente positivos”.

Interatividade será a palavra de ordem na gestão de Paulito. Segundo ele, ainda existe uma dificuldade em fazer com que as emissoras participem da associação, tendo em vista que a interatividade é muito importante para solucionar os problemas.

Apesar das dificuldades do mercado, Paulito pretende dar sequência no trabalho que vinha sendo feito, promovendo encontros e eventos, organizando encontros setoriais e regionais. “É preciso que as emissoras conheçam as novidades da radiodifusão e o que está sendo feito a seu favor”, diz.

E enfatiza a importância da tecnologia na radiodifusão. “Com a entrada, todos os dias, de novas tecnologias, as médias e grandes emissoras informatizaram sua estrutura no aspecto da produção, porém, é preciso que as pequenas também tenham acesso a essas tecnologias. Abrindo o acesso aos pequenos, possibilita a distribuição de conteúdo com mais qualidade”, finaliza.